6.7.14

Abismo Íntimo



(essa viagem não possui convidados, ainda que possa se arrastar alguns passageiros incisivos)

O escrutínio dos egos conduz ao Inventário dos Fracassos:
. De ser mais-do-que-homem: aquele que ama sem frangalhos. De olhar no olho  e garantir a verdade que outrora senti.
. De pertencer à História ao pleitear a linearidade e a coerência acima de tudo. Da saudade de mim.
. Do gritar “foda-se o mundo” querendo plateia; rebeldia programada.
. O medo do des-ser.
. Da ubiquidade da linguagem: a infecciosa preguiça do Uno.

Esse redemoinho que não para de iminenciar: todas aquelas pistas de que a alteridade é inevitável, preenchendo todas as fagulhas de permanências, trazendo-as à distorção. Devir possui seu mais velho preço: ser errante às convenções.

Ali, onde não sei, desconfio que sou. As leis desvanescem, o turbilhão irrompe. O Império do Mesmo tenta iludir, uma vez mais. Tarde demais.

Ontens, Eu. Agora, Abismos.



desDruam.



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